A campanha
de vacinação contra febre aftosa em Goiás está aberta pela Agência Goiana de
Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A imunização começou no dia 1º de maio e os
produtores devem vacinar os rebanhos bovinos e bubalinos – de búfalos –, que
somam cerca de 21,6 milhões de animais, até o dia 31 de maio. Nesta primeira
etapa, bichos de todas as idades devem ser imunizados contra a doença.
O presidente
da Agrodefesa, Arthur Toledo, disse que a expectativa do órgão é que 100% dos
animais sejam vacinados, já que em 2015 99,27% do rebanho foi imunizado. “Os
pecuaristas são muito conscientes da importância de manter o estado livre da
doença. Não temos casos da febre aftosa aqui desde 1995 e queremos manter
assim”, afirmou.
Segundo o
presidente, Goiás produz cerca de 930 mil toneladas de carne bovina por ano e,
deste total, exporta cerca de 230 mil. De acordo com ele, se a região perder o
título que garante que ela está livre da doença, o mercado pode sofrer. “A
febre é uma zoonose contagiosa que leva à morte do gado e muitos mercados só
compram produtos de regiões livres da doença, por isso a vacinação é tão
importante”, afirmou.
Toledo
lembrou que as vacinas estão disponíveis desde o último domingo (1º). Para
imunizar o rebanho, o pecuarista deve comprar a vacina em casas de produtos
agropecuários, levar para propriedade e ele mesmo faz a vacinação do rebanho.
Também é preciso declarar para a Agrodefesa, por meio do site ou pessoalmente
em uma agência do órgão, que o rebanho foi imunizado até o quinto dia útil de
junho.
“Fazemos o
controle pelas notas fiscais das vendas das vacinas e também fiscalizamos os
produtores. O pecuarista precisa preencher um formulário e declarar que todo o
rebanho foi imunizado. Se ele vacinou e não entregar a declaração será multado
em R$ 60. Se verificarmos que o rebanho não foi vacinado, ele está sujeito à
multa de R$ 7 por cabeça”, alertou.
Além das
multas, os pecuaristas que não vacinarem ou não declararem a vacinação também
não terão direito de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), ou seja, não
poderão mover o gado.
Fonte: G1

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