Entidades da
área de comunicação solicitaram, via ofício, que Governo de Goiás retome o
processo de licitação de publicidade. O edital de concorrência nº 001/2019 foi
anulado em meados de março. Documentos cobrando a reabertura do processo foram
endereçados ao governador Ronaldo Caiado pela Associação Brasileira de Rádio e
Televisão (Abratel), Associação Goiana de Rádios Comerciais (Agora) e Sindicato
das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de Goiás (Sert-GO).
Em um dos
ofícios, a Abratel – que há mais de 20 anos representa radiodifusores de som e
imagens – menciona a pandemia do novo coronavírus como argumento que embasa a
importância da retomada da licitação de publicidade. “À luz desse cenário, com
a finalidade de conter o espalhamento da Covid-19, é imprescindível uma atuação
mais incisiva das autoridades políticas, seja por meio de medidas estruturais
[...], seja por intermédio da realização de publicidade institucional massiva”,
destaca.
Em outro
trecho, o presidente da Abratel, Márcio Novaes, diz que os atuais governadores
“possuem o dever de realizar campanhas publicitárias institucionais para
informar, orientar, recomendar, dissuadir, explicar e evitar fake news sobre a
doença e sua propagação”. E ainda que, no caso da pandemia, “a informação correta
e de qualidade tem se mostrado primordial para que a disseminação da doença e o
número de óbitos sejam reduzidos”.
Já a Agora,
representante de 88 emissoras, alerta no documento que o contrato de serviços
de publicidade, firmado com a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom),
venceu no último mês de abril. O cancelamento da nova licitação de publicidade,
e a falta de previsão para sua retomada, coloca em risco os veículos
comunicação que se planejaram para participar do edital.
“Todos os
segmentos participantes da atividade publicitária estão inseridos no cenário de
crise econômica, advindo como consequência das medidas de isolamento social. E
a ausência de um contrato para a realização dos serviços de publicidade possui
um caráter preocupante para o nosso segmento”, escreveu o presidente da
entidade, José Luiz Martins de Araújo, pedindo urgência na análise do caso.
Já o Sert-GO
chamou a atenção para o caráter essencial do trabalho realizado pelas rádios e
TVs, especialmente diante do cenário de pandemia. “A comunicação já se
consolidou e precisa continuar entre as atividades essenciais do período e,
cada vez mais, deve ser prioridade na estratégia de enfrentamento da crise e do
pós crise”.
O presidente
do sindicato, Guliver Augusto Leão, ainda mencionou que os veículos têm o poder
de alcançar dezenas de municípios. “Investir em campanhas e publicidades de
caráter de orientação social é a melhor maneira de atingir diversos públicos e
estabelecer uma conexão real com o cidadão”, completou.

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