A jovem
Raquel Pereira de Sousa, de 36 anos, moradora de Campos Belos (GO), perdeu a
batalha e a vida para a Covid-19, no domingo (14).
Raquel
trabalhava numa farmácia da cidade e era assídua frequentadora da Igreja
Evangélica Videira, de Campos Belos.
A Videira é
a mesma igreja que era liderada pelo pastor Manoel da Hora e por sua mulher, a
também pastora Claudina Damasceno, de 68 anos.
Ambos
morreram na semana passada em decorrência da Covid e por falta de leito de UTI
em Goiás.
Raquel
Pereira foi uma entre tantas outras pessoas daquela comunidade religiosa que
foi contaminada pela doença provocada pelo novo coronavírus.
Internada na
unidade Sentinela de Campos Belos, seu estado de saúde piorou muito e ela
precisou ser intubada, para desespero dos familiares e amigos.
Ela
precisava de uma UTI urgentemente, para tentar estabilizá-la e salvar a sua
vida.
No entanto,
devido à lotação de internações de UTIs em Goiás, Brasília e Tocantins, a jovem
entrou numa fila interminável por uma UTI e começou uma agonia, igualmente
sofrida pelo casal de pastores.
Ainda na
sexta-feira saiu uma vaga de UTI, num hospital público da região do Entorno do
DF, para onde Raquel foi transferida imediatamente.
Mas o
tratamento intensivo na UTI não foi suficiente para manter a sua vida. Ela
perdeu a batalha para o vírus pouco menos de 30 horas após a transferência.
A morte de Raquel
Sousa gerou uma comoção em Campos Belos. Raquel era uma jovem bonita e
sonhadora, recém casada, tinha um sorriso fácil, carismática, educada,
religiosa e muita amada por todos.
A
incredulidade e a comoção tomou conta de todos. O corpo da jovem chegou ontem à
noite em Campos Belos e seguiu direto para o cemitério municipal, onde foi
sepultada, sem as merecidas celebrações fúnebres.
Fonte e texto: Dinomar Miranda

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