O Ministério
Público Eleitoral pede recurso ao juízo da 29ª zona eleitoral do município de
Posse, em Goiás, em prol da cassação dos diplomas e dos mandatos do atual
prefeito, Dr. Helder (Solidariedade), e de seu vice, Osmar Junior
(Solidariedade).
O documento
foi enviado na primeira semana de março, e a motivação seria o recebimento
ilícito de recursos para fins eleitorais.
Durante a
prestação de contas que foi realizada por todos os candidatos às eleições
municipais de 2020, dente as principais irregularidades encontradas, estão a
não entrega dos relatórios financeiros de campanha em prazo estipulado, de 72h,
do montante de R$169.970 mil reais recebidos em doações.
Também foram
observados o recebimento de recurso de origem não identificada, seja doado por
pessoas físicas, advindos de recursos próprios, adquiridos através de
financiamento coletivo – em valor igual ou superior a R$1.064 reais – ou
transações bancárias. Além disso, ainda que considerado parcialmente resolvido,
há também o fator do não conhecimento da identidade de parte dos doadores em
questão.
O texto
enviado pelo MP Eleitoral ainda cita a omissão de receitas e gastos eleitorais
por parte dos candidatos e a falta dos documentos de registro de um imóvel que
foi alugado com verba vinda do Fundo Especial de Financiamento de Campanha
(FEFC).
Entre outas
anormalidades, foi encontrada variação no valor de hora de pagamento, entre
R$18,51 a R$37,03, das pessoas contratadas para militância e mobilização de
rua, sem qualquer justificativa. Por fim, o documento menciona o registro de
gastos expressivos, também advindos do FEFC, no valor de R$26.170,28 com
combustíveis destinados a duas carreatas.
À Justiça
Eleitoral, o MP pede que tanto o prefeito, quanto o vice, sejam condenados.
Fonte: Jornal Opção

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