A Polícia
Civil do Distrito Federal, por intermédio da Coordenação de Repressão às Drogas
(Cord), deflagrou a “Operação Mosaico”, que resultou na apreensão de 170 kg de
crack – quantidade suficiente para a revenda de 680 mil doses da substância a
usuários.
Trata-se da
maior apreensão dessa droga já ocorrida no Distrito Federal.
Na ação
policial, realizada na madrugada do dia 3, dois homens foram presos em
flagrante: L.C.C., 43 anos, o líder do grupo criminoso; e S.F.S., 37, motorista
que conduzia a droga.
Além disso,
foram apreendidos dois caminhões, um deles empregado no transporte do
entorpecente em compartimentos escondidos; uma caminhonete de luxo; dois carros
de passeio; e uma arma de fogo – espingarda, calibre 38.
A operação
envolveu 35 policiais e contou com o suporte das Divisões de Operações
Especiais (DOE) e Aéreas (DOA) da PCDF.
As
investigações foram realizadas ao longo de um ano.
Conforme
apurado, a associação criminosa mantinha atuação em pelo menos três Estados –
Rondônia, Goiás e Piauí –, além do Distrito Federal.
O líder
L.C.C., residente no Gama, mantinha duas fazendas em Campos Belos/GO, nordeste
de Goiás, que serviam de entreposto para
a operação de tráfico de drogas.
Dentro
daquelas propriedades foram apreendidos documentos, diversas joias, assim como
o veículo e a espingarda citados.
L.C.C. fora
preso em 1994, no Distrito Federal, também por tráfico de drogas, e em 1995,
pelo crime de motim de presos.
Ele
encontrava-se em liberdade condicional. “Responderá agora por tráfico
interestadual de drogas, associação para o tráfico, resistência, posse ilegal
de arma de fogo e lavagem de dinheiro, podendo ser condenado a uma pena de 14 a
42 anos de reclusão, além da regressão de regime da pena anterior”, explica o
delegado da Cord, Rodrigo Bonach.
Já o
motorista S.F.S. é de Redenção/PA e foi contratado especialmente para
transportar a droga naquela viagem.
Ele não
tinha antecedentes criminais e foi autuado em flagrante pela prática de tráfico
interestadual e associação para o tráfico de drogas, podendo ser condenado de
oito a 25 anos de reclusão.
“Os
entorpecentes vinham de Rondônia, passavam pela fazenda em Campos Belos e dali
eram redistribuídos para o DF, Goiás e Estados do Nordeste.
Trata-se de
uma apreensão muito importante, pois milhares de dependentes teriam acesso à
droga. Estamos evitando um grande impacto na segurança pública dos Estados
envolvidos”, destaca Bonach.
Fonte e texto: Polícia Civil do DF


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