A Polícia
Civil do Distrito Federal prendeu no dia 26 de outubro um homem considerado um
dos 20 mais perigosos do Ceará. Ele estava foragido da Justiça desde 2010
suspeito de participação em sequestros e pelo homicídio e esquartejamento de
uma pessoa.
Segundo a
Polícia Civil do DF, o homem preso se escondia na casa de um conhecido em
Ceilândia (DF) e acabou preso em Iaciara, a 314 km ao norte de Brasília.
Barbosa disse à corporação que estava na capital há quatro anos. Segundo a polícia,
ele usava o nome de um parente para não ser localizado.
Ele
costumava participar de vaquejadas nos arredores do DF e fazia bicos como
domador de cavalos. A prisão foi feita por policiais da Delegacia de Repressão
a Roubos e Furtos (DRF), com apoio do serviço de inteligência da Secretaria de
Segurança Pública do DF.
Conforme
investigação realizada pelo Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança
Pública e Defesa Social do Ceará, o suspeito preso participou do sequestro de
uma estudante de 12 anos em novembro de 2009, em frente a uma escola do bairro
conhecido como Parquelândia. A menina ficou 49 dias em poder dos criminosos
antes de ser liberada.
Barbosa é
apontado como suspeito de participar de roubos de cargas e homicídios, sendo
que em um deles a vítima foi esquartejada.
Ele foi levado
para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) e seguiu para
o Centro de Detenção Provisória (CDP), onde aguardará o recambiamento para o
presídio do Ceará. Segundo a Polícia Civil do DF, ele vai responder por
homicídio, por esquartejamento e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e
sequestro.
A corporação
informou que o suspeito fazia parte de um grupo criminoso conhecido como a
“quadrilha dos Barbosa”, que era composto por pelo menos seis integrantes da
mesma família, entre eles Francisco, parceiro de Antônio Jussivan Alves dos
Santos, o "Alemão", apontado como mentor no furto ao Banco Central.
Ele foi apontado pela polícia do DF como líder de uma das quadrilhas
responsáveis pela tentativa de um assalto a uma transportadora de valores, em
2003.
Francisco
foi condenado em 2006 a 24 anos de prisão por sequestro e formação de
quadrilha. Acabou solto e morreu em 2013 em Caridade (CE), com mais de 10 tiros
de pistola calibre .380.
Outro irmão
é Reginaldo Martins Barbosa, morto em agosto de 2010 durante tiroteio com
policiais militares e civis no município de Pacoti (CE). Havia 20 mandados de
prisão contra ele, que foi identificado como responsável por comandar o bando
que sequestrou e matou o ex-vereador José Maia de Castro Filho, em julho de
2010.
Assalto ao Banco Central
O furto
ocorreu na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005. Ladrões entraram na
caixa-forte da agência por meio de um túnel e levaram mais de três toneladas em
notas de R$ 50 passando por baixo de uma das mais movimentadas vias do centro
da capital cearense, a avenida Dom Manuel.
Os bandidos
levaram R$ 164,7 milhões do cofre. A Polícia Federal considera o maior roubo a
banco da história do país e o terceiro no mundo. O túnel partia de uma casa
alugada pela quadrilha a uma distância de 78 metros do banco. O crime só foi
descoberto no início do expediente da segunda-feira (8).
Dez anos
após o furto, a Justiça Federal no Ceará soma 28 ações penais sobre o caso, 133
denunciados por envolvimento no crime e 94 réus condenados, sendo que 10 foram
absolvidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). Dos R$ 164,7
milhões levados, a PF estima queR$ 60 milhões foram recuperados, por meio da
venda de bens dos participantes ou pelo resgate de quantias em dinheiro durante
as investigações.
O núcleo que
escavou o túnel ligando a casa ao banco não passou de 30 homens, mas diversas
outras formas de participação elevaram a quantidade de denunciados. “Toda a
linha de investigação que o Ministério Público, Polícia Federal e Banco
Central, como assistente de acusação, empreenderam foi para identificar quem
financiou, quem executou o plano e quem posteriormente ajudou na lavagem do
dinheiro. As investigações foram se densificando nesse aspecto, e ao longo do
tempo, foram encontradas 133 pessoas’’, afirmou o juiz federal Danilo
Fontenelle Sampaio, titular da 11ª vara da Justiça Federal no Ceará,
responsável pelo julgamento do caso.
Fonte: G1

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