Para quem
gosta de adrenalina, o Rally dos Sertões já faz parte do calendário. A aventura
existe há 24 anos, é a maior competição Off Road do Brasil e uma das maiores do
mundo.
Também é
conhecida pelas competições que acontecem em meio às adversidades, como lama,
estradas de terra, planícies e desfiladeiros. Além de passar por cidades de
grande e pequeno porte.
Este ano, a
disputa tem algumas novidades, entre elas, a data da competição que ocorrerá em
setembro e não em agosto como de costume. A mudança é por conta das Olimpíadas
que deverá ter grande repercussão e poderia desviar a atenção do Rally. Até o
momento, são 500 inscritos e as inscrições seguem até o dia 1º de agosto.
A edição de
2016 trará algo de diferente das passadas aos competidores. Segundo Marcos
Ermírio Moraes, diretor-geral do Rally dos Sertões, o diferencial será a
abertura de categorias com investimentos menores e que tem agradado os pilotos.
“Nas motos, existe uma específica para Honda CRF 230 e nos carros, a Mitsubishi
TR4 e outra para proprietários de veículos Suzuki. Eles poderão vivenciar a
aventura do Sertões com custo mais acessível”, explica Marcos.
A outra
notícia é em relação ao roteiro que terá o ingresso de duas cidades que estão
pela primeira vez no percurso, Posse (GO) e Meteiros (TO). Ao todo, serão oito
cidades com largada em Goiânia (GO) e chegada em Palmas (TO) e apenas sete
dias, para cumprir o trajeto, que começa dia 3 e termina no dia 10 de setembro.
De acordo
com Marcos o percurso é definido por meio de levantamento feito por equipe
técnica, que leva em consideração: o desafio aos participantes, as belezas
naturais ao longo da trilha e a parceria com cidades e estados. “Neste ano
serão aproximadamente 2.900 km. Além dos Estados de Goiás e Tocantins,
andaremos também em terras baianas, pois uma das etapas termina na cidade de
Luís Eduardo Magalhães, na Bahia”, comenta Marcos.
No dia da
largada, os competidores seguem para os municípios de Padre Bernardo (GO),
Cavalcante (GO), Posse (GO). Depois chegam a Bahia onde os participantes
passarão a noite em Luís Eduardo Magalhães. Em seguida, irão percorrer os
desafios do Jalapão no Tocantins, começando em Meteiros. Sendo que entre as
duas cidades, haverá uma prova na qual os pilotos não poderão ter a ajuda de
mecânicos. Quem conseguir passar pela maratona seguirá para a penúltima cidade
chamada Ponte Alta (TO) e, finalmente, chegar ao destino final, Palmas.
O
coordenador-geral do Rally dos Sertões argumenta que não tem como apontar quais
são os veículos favoritos para a disputa, pois muitas vezes um pequeno detalhe,
como um pneu furado ou erro de navegação, define os vencedores. “Ano passado,
os vencedores entre os pilotos de carro (Reinaldo Varela e Gugelmin) pilotaram
um Toyota Hilux. Nas motos, o ganhador (Jean Azevedo) estava de Honda. Havia
veículos de várias marcas e todos com condições, como Mitsubishi, Land Rover,
Ford, vários protótipos. O mesmo ocorre nas motos, com Yamaha, KTM, Suzuki”,
comenta.
Ademais os
carros, motos, quadriciclos e UTVs que enfrentam as trilhas precisam contar com
equipamentos de ponta, itens de segurança e comunicação. As fábricas investem
muito nos veículos e isso faz toda a diferença.
24 ANOS É A
IDADE DO RALLY DOS SERTÕES, a maior competição Off Road do Brasil e uma das
maiores do mundo. Também é conhecida pelas competições cheias de adversidades
DESAFIOS NO JALAPÃO
O principal
desafio do Rally dos Sertões é o competidor saber como andar rápido e, ao mesmo
tempo, poupar o equipamento. Neste ano, haverá trechos sinuosos e diferentes
tipos de pisos, entre eles os traiçoeiros ‘areiões’. Os participantes terão de
estar atentos a todo o momento e ainda manter o ritmo forte. Tudo isso, sem
esquecer, do calor que desgasta.
No Jalapão
(TO) serão realizadas as três últimas etapas do Rally. Inclusive a etapa
Maratona, na qual os pilotos e navegadores não poderão ter ajuda de mecânicos
para realizar reparos em seus carros, motos, quadriciclos e UTVs. Ou seja, é
uma etapa na qual eles terão de pilotar e ainda cuidar da manutenção de seus
veículos.
Eles precisam encontrar fórmula de pilotagem que
reúna velocidade, navegação e mantenha seus veículos os mais inteiros
possíveis. “Podem existir ‘surpresas’ pelo caminho. Na maioria das etapas, as
equipes de mecânicos viram a noite na manutenção dos veículos para que os
pilotos e navegadores possam largar no dia seguinte”, esclarece Marcos.
Fonte: O Povo







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