terça-feira, 7 de junho de 2016

Os desafios do Rally dos Sertões. No roteiro estão Cavalcante e Posse/GO




Para quem gosta de adrenalina, o Rally dos Sertões já faz parte do calendário. A aventura existe há 24 anos, é a maior competição Off Road do Brasil e uma das maiores do mundo.

Também é conhecida pelas competições que acontecem em meio às adversidades, como lama, estradas de terra, planícies e desfiladeiros. Além de passar por cidades de grande e pequeno porte.

Este ano, a disputa tem algumas novidades, entre elas, a data da competição que ocorrerá em setembro e não em agosto como de costume. A mudança é por conta das Olimpíadas que deverá ter grande repercussão e poderia desviar a atenção do Rally. Até o momento, são 500 inscritos e as inscrições seguem até o dia 1º de agosto.

A edição de 2016 trará algo de diferente das passadas aos competidores. Segundo Marcos Ermírio Moraes, diretor-geral do Rally dos Sertões, o diferencial será a abertura de categorias com investimentos menores e que tem agradado os pilotos. “Nas motos, existe uma específica para Honda CRF 230 e nos carros, a Mitsubishi TR4 e outra para proprietários de veículos Suzuki. Eles poderão vivenciar a aventura do Sertões com custo mais acessível”, explica Marcos.

A outra notícia é em relação ao roteiro que terá o ingresso de duas cidades que estão pela primeira vez no percurso, Posse (GO) e Meteiros (TO). Ao todo, serão oito cidades com largada em Goiânia (GO) e chegada em Palmas (TO) e apenas sete dias, para cumprir o trajeto, que começa dia 3 e termina no dia 10 de setembro.

De acordo com Marcos o percurso é definido por meio de levantamento feito por equipe técnica, que leva em consideração: o desafio aos participantes, as belezas naturais ao longo da trilha e a parceria com cidades e estados. “Neste ano serão aproximadamente 2.900 km. Além dos Estados de Goiás e Tocantins, andaremos também em terras baianas, pois uma das etapas termina na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia”, comenta Marcos.

No dia da largada, os competidores seguem para os municípios de Padre Bernardo (GO), Cavalcante (GO), Posse (GO). Depois chegam a Bahia onde os participantes passarão a noite em Luís Eduardo Magalhães. Em seguida, irão percorrer os desafios do Jalapão no Tocantins, começando em Meteiros. Sendo que entre as duas cidades, haverá uma prova na qual os pilotos não poderão ter a ajuda de mecânicos. Quem conseguir passar pela maratona seguirá para a penúltima cidade chamada Ponte Alta (TO) e, finalmente, chegar ao destino final, Palmas.

O coordenador-geral do Rally dos Sertões argumenta que não tem como apontar quais são os veículos favoritos para a disputa, pois muitas vezes um pequeno detalhe, como um pneu furado ou erro de navegação, define os vencedores. “Ano passado, os vencedores entre os pilotos de carro (Reinaldo Varela e Gugelmin) pilotaram um Toyota Hilux. Nas motos, o ganhador (Jean Azevedo) estava de Honda. Havia veículos de várias marcas e todos com condições, como Mitsubishi, Land Rover, Ford, vários protótipos. O mesmo ocorre nas motos, com Yamaha, KTM, Suzuki”, comenta.

Ademais os carros, motos, quadriciclos e UTVs que enfrentam as trilhas precisam contar com equipamentos de ponta, itens de segurança e comunicação. As fábricas investem muito nos veículos e isso faz toda a diferença.

24 ANOS É A IDADE DO RALLY DOS SERTÕES, a maior competição Off Road do Brasil e uma das maiores do mundo. Também é conhecida pelas competições cheias de adversidades

DESAFIOS NO JALAPÃO

O principal desafio do Rally dos Sertões é o competidor saber como andar rápido e, ao mesmo tempo, poupar o equipamento. Neste ano, haverá trechos sinuosos e diferentes tipos de pisos, entre eles os traiçoeiros ‘areiões’. Os participantes terão de estar atentos a todo o momento e ainda manter o ritmo forte. Tudo isso, sem esquecer, do calor que desgasta.

No Jalapão (TO) serão realizadas as três últimas etapas do Rally. Inclusive a etapa Maratona, na qual os pilotos e navegadores não poderão ter ajuda de mecânicos para realizar reparos em seus carros, motos, quadriciclos e UTVs. Ou seja, é uma etapa na qual eles terão de pilotar e ainda cuidar da manutenção de seus veículos.

Eles precisam encontrar fórmula de pilotagem que reúna velocidade, navegação e mantenha seus veículos os mais inteiros possíveis. “Podem existir ‘surpresas’ pelo caminho. Na maioria das etapas, as equipes de mecânicos viram a noite na manutenção dos veículos para que os pilotos e navegadores possam largar no dia seguinte”, esclarece Marcos.  








Fonte: O Povo

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