A prefeitura
de Alto Paraíso de Goiás, município 220 km distante de Brasília, informou que
encaminhou ao GDF por meio da Região
Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE), um ofício solicitando ajuda para
o atendimento de possíveis casos de Covid-19. A medida faz parte de uma série
de ações que vêm sendo estudadas pela força tarefa de combate a doença da
cidade.
De acordo
com o governo da cidade, caso o parecer do governado Ibaneis Rocha (MDB) seja
positivo para o pedido, a Prefeitura analisa a criação de um possível plano de
abertura gradual das atrações turísticas.
Segundo o
secretário de turismo e desenvolvimento econômico de Alto Paraíso, Moisés
Bandeira Neto, apesar dos apelos de empresários do setor para o retorno de
turistas, o município não tem estruturas para lidar com casos de coronavírus,
caso isso ocorra em consequência dessa ação.
“Constantemente
eu recebo ligações de empresários querendo uma posição, mas nós não temos
ainda. Para isso, nós precisamos de um plano de abertura, para saber se vamos
abrir 30% ou 40%, mas a grande verdade é que nós não temos estrutura para isso.
Nem UTI e respirador temos”, explicou.
O ofício foi
encaminhado ao Executivo Local na última terça-feira (28/04). Até momento, Alto
Paraíso de Goiás não identificou nenhum caso da doença, ainda assim, rumores de
pessoas infectadas e de turistas brasilienses furando a barreira de isolamento
do município tem preocupado moradores.
Segundo o secretário,
as informações de visitantes da capital não procedem. “Eles não foram e não
estão registrados em nenhuma pousada. Nossas equipes formadas pela Vigilância
Sanitária e Polícia Militar estão atuando 24 horas e apenas um atrativo, que é
a Catarata dos Couros, está aberto, mas os agentes estão sempre fiscalizando
para que nenhum turista vá”, desmentiu. Moisés Bandeira explica que a atração
citada é responsabilidade do Governo Federal, e portanto, não há o controle de
entrada e saída de pessoas.
A força
tarefa organizada pela prefeitura também recebe denúncias de moradores e
empresários sobre a possível hospedagem não autorizada de pessoas de fora de
Alto Paraíso.
Passaporte
Entre as
propostas de reabertura estudadas, o secretário explica que até a possibilidade
de criação de um passaporte para brasilienses já foi pensado para voltar a
movimentar o turismo. Ainda assim, todas as ideias são prematuras e precisam
ser aprofundadas para serem apresentadas à população.
“Me
sugeriram a criação desse passaporte livre, onde o turista brasiliense teria
que fazer um teste para a Covid-19 ainda em Brasília e apresentar aqui, em
casos negativos para ter acesso a cidade, mas isso, ainda é muito perigoso.
Sabemos que há casos em que os sintomas demoram dias para aparecer, ou podem
nem aparecer”, justificou.
Morte nas
proximidades
Apesar de
não fazer parte dos municípios que compõem a Chapada dos Veadeiros, a notícia
de uma morte confirmada por coronavírus em Campos Belos (GO) a 180 km de Alto
Paraíso de Goiás também deixou os moradores receosos com a recepção de visitas.
“Eu soube
que esse caso é de uma pessoa que foi a Goiânia por alguns dias e quando
retornou, dois dias depois morreu com a confirmação da doença. Ainda assim, não
podemos dizer que há um caso confirmado na Chapada. A região da Chapada dos
Veadeiros é composta por Alto Paraíso, Teresina de Goiás, Cavalcante, Nova
Roma, Colinas do Sul e São João D’Aliança”, pontuou o secretário.
Decreto
O decreto do
governo de Goiás editado em 26 de março determina que estabelecimentos que não
prestem serviços essenciais, como os motéis, devem ficar fechados. Já os hotéis
só podem receber hóspedes que atuem na prestação de serviços essenciais,
limitando-se à 65% da capacidade máxima.
Fonte: Correio
Web

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