Dos sete
filhos dos lavradores Tereza José dos Santos e Florisvaldo Alves da Silva,
apenas as caçulas, Ana Rosa e Romana, não foram registradas com o nome do pai.
Moradores da
zona rural de Campos Belos, no nordeste goiano a certidão de nascimento foi
feita sem a presença do genitor, pela distância entre o campo e o cartório, o
que culminou na lacuna nos documentos das jovens.
Nesta
terça-feira (7), após audiência realizada no Justiça Ativa, a ausência foi
sanada – mesmo após a morte de Francisco.
“Eu sempre
falava para ele corrigir isso, mas ele foi enrolando, enrolando... Trabalhava
muito, pegava todos os serviços que apareciam e ele não teve tempo de alterar.
Agora sim, finalmente, todos os filhos têm nome igual, é uma família de
verdade”, relata Tereza, que viveu mais 20 anos junto ao marido.
Florisvaldo
morreu em abril de 2013, em decorrência de cirrose hepática e problemas
cardíacos, conforme conta a filha mais velha, Ana Maria Alves da Silva. Desde
então, as mais jovens, de 15 e 17 anos, se sentiram incomodadas com a
documentação incompleta. “Minhas irmãs nunca gostaram de serem as únicas sem o
Alves da Silva, elas só tinham os sobrenomes da minha mãe. Agora, a família
está igual como deve ser”, relata.
A sentença
foi proferida pelo juiz Fernando Ribeiro de Oliveira, titular de Trindade, mas
que presta auxílio à comarca e acompanha todas as edições do Justiça Ativa no
local.
A audiência
foi acompanhada pela representante do Ministério Público do Estado de Goiás
(MPGO), Paula Moraes Matos, e teve presença dos demais filhos do casal -
Domingos, Francisco, Luciana e Renata -, que foram ver de perto o sonho das
irmãs se concretizar: o sobrenome fazer jus ao laço sanguíneo.
Fonte: TJGO

Nenhum comentário:
Postar um comentário