A
confirmação do contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) do secretário especial
da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, acendeu sinal de
alerta nos presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald
Trump.
A revelação
ocorre em novo dia de pânico no mercado, com duas suspensões das atividades da
Bolsa de Valores de São Paulo e a elevação inédita do dólar para R$ 5. O Banco
Central teve de intervir para impedir um cenário ainda pior.
Wajngarten
fez parte da comitiva brasileira que estava nos Estados Unidos e se reuniu com
Trump em um resort na Flórida no início da semana. O contato entre eles tem
sido destacado por jornais norte-americanos.
Ao divulgar
nota em que confirma a contaminação do secretário, o Planalto informou que
avisou autoridades ligadas a Trump para tomarem as providências que julgarem
necessárias.
Segundo o
comunicado, toda a comitiva, inclusive Bolsonaro, está sob monitoramento. O
presidente deve passar por testes médicos. "O Serviço Médico da
Presidência da República adotou e está adotando todas as medidas preventivas
necessárias para preservar a saúde do Presidente da República".
Trump
minimizou o episódio e disse não estar preocupado por ter tido contato próximo
com Wajngarten. O secretário tirou fotos com o presidente americano.
Pela quarta
vez na história a Bolsa de Valores de São Paulo entrou duas vezes em circuit
breaker em um mesmo dia. O mecanismo é acionado quando ocorrem oscilações
atípicas e negativas do mercado de ações. As negociações foram suspensas hoje
por meia e uma hora, respectivamente. Outras duas paralisações já haviam
ocorrido nesta semana.
O primeiro
circuit breaker desta quinta ocorreu às 10h22. A queda da bolsa era de 11,65%.
A segunda parada aconteceu às 11h12. O indicador de desempenho das ações
negociadas caiu para mais de 15%.

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