A 11 meses
das eleições e em momento de organização local dos partidos, o PSL não tem
nenhum diretório municipal em Goiás. A sigla está presente oficialmente em 91
cidades, mas apenas com comissões provisórias, segundo informações do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Em 9 delas, a estrutura partidária está suspensa por
falhas nas prestações de contas ou outras irregularidades. Ou seja, o pleno
funcionamento ocorre em 82 dos 246 municípios goianos.
Presidente
do diretório estadual, o deputado Delegado Waldir Soares admite ser estratégia
para substituir mais facilmente os comandos locais em caso de “traições”. “Não
é uma questão de falta de confiança, é de controle. Se amanhã um presidente
municipal vira opositor não tem como tirá-lo se houver diretório. Com comissão
provisória, se de repente, ele passa a te atacar, você troca”, afirmou o
presidente estadual.
Um dos
principais atores na briga interna do partido em nível nacional, Waldir afirma
que a estruturação da legenda nos municípios já chega ao dobro do que está
informado no TSE. Segundo ele, cerca de 180 cidades já têm comissões
provisórias montadas, mas há demora no registro na Justiça Eleitoral. Ele
também afirma que os casos de suspensão estão sendo regularizados.
Com força
pelo tempo de televisão e alto quinhão dos fundos partidário e eleitoral depois
da grande bancada eleita em 2018 junto com o presidente Jair Bolsonaro, o
partido vive, além da divisão interna, dificuldades para se estruturar nos
municípios e, consequentemente, de se expandir no País.
Levantamento
do jornal O Globo mostrou que a legenda não tem diretórios municipais
constituídos ou está com a estrutura partidária suspensa em 75% das cidades
brasileiras.
O partido
fez a segunda maior bancada na Câmara, elegeu três governadores (Santa
Catarina, Rondônia e Roraima) e conta com R$ 8,3 milhões mensais do fundo
partidário. Nas eleições municipais anteriores, de 2016, fez apenas 30
prefeitos.
Waldir
afirma que tem projeto de lançar candidaturas em todas as cidades goianas.
Questionado sobre a falta de estrutura em todos os municípios e a necessidade
de alianças, ele afirma que haverá organização a tempo. “Conseguimos quase 10
mil filiados nos últimos meses. Em dezenas de cidades já somos o maior partido.
A partir de janeiro, teremos um número mais real sobre comissões e filiações e
vamos lançar candidatos em todos os partidos”, afirma.
Segundo ele,
o fundo e a confiança popular ao partido vão reforçar as candidaturas. “O
número 17 é o mais lembrado. Isso vai pesar nas eleições.”
No Estado,
há conflitos com o deputado Vitor Hugo, líder do Governo na Câmara e
pertencente à turma fiel a Bolsonaro na disputa interna. Questionado sobre
possíveis desentendimentos em municípios que são da base de Vitor Hugo, Waldir
afirma que está atuando em todas as cidades independentemente das demais lideranças.
“Ele (Vitor Hugo) já tentou me tirar do comando estadual e não conseguiu. É ele
que tem de buscar relação comigo e não o contrário”, afirma Waldir.
Fonte: O
Popular

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