Policiais
civis do Grupo de Combate à Corrupção (GCC) investiga oito ex-servidores e
diretores da antiga Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Agetop)
suspeitos de participar de uma organização criminosa para desviar dinheiro
público.
Segundo os
investigadores, o grupo se apropriou indevidamente de mais de R$ 2 milhões, que
foram repassados à empresa vencedora da licitação para construir um aeródromo
em Mambaí, município que faz divisa entre Goiás e Bahia, com 9 mil habitantes.
A obra está paralisada desde 2018 por indícios de irregularidades.
A defesa do
ex-diretor de obras da Agetop, Márcio Mussi, disse que não houve
irregularidades na gestão dele e que sempre esteve à disposição da Justiça de
Goiás para prestar esclarecimentos. A Goinfra, antiga Agetop, disse que tem
contribuído com as investigações, inclusive encaminhando documentos para o
Tribunal de Contas dos Municípios, Ministério Público e Polícia Civil.
O contrato
com a empresa incluía pista de pouso e decolagem, pátio para aeronaves e
terminal de passageiros. Fotos do local mostram que nem o asfalto na pista foi
concluído e está abandonado, tomado de erosões.
"Tinha
serviços medidos, atestados e não executados. Serviços medidos em excesso e
superfaturados. Após o relatório, nós iremos com certeza corroborar os indícios
que nós temos de autoria e materialidade contra os investigados, que estão
desde a base da Agetop até a presidência", declara o delegado Luiz
Gonzaga.
Os agentes
cumpriram mandados de buscas e apreensões de documentos, celulares e
computadores em 17 endereços ligados à ex-servidores da Agetop e da empresa
contratada para a execução do aeródromo.
O aeródromo
para decolagens e pousos de aviões começou a ser construído em setembro de 2014
pelo governo do estado. A obra ficou paralisada e foi retomada em 2018. Depois
foi novamente suspensa por indícios de irregularidades.
Fonte: G1


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