Após a
confirmação de 14 casos de Covid-19 em moradores da comunidade quilombola, no
período de uma semana, a Associação Quilombola Kalunga (AQK) solicitou às
autoridades estaduais e municipais que realizem a testagem em massa da
população.
Segundo a
associação, 12 kalungas testaram positivo para o coronavírus em Monte Alegre de
Goiás, no nordeste do estado, e outros dois na comunidade do Vão de Almas,
também na região da Chapada dos Veadeiros. Os casos foram confirmados por meio
de testes realizados pelas secretarias municipais de Saúde de Cavalcante e
Monte Alegre de Goiás.
Em um
comunicado, a AQK informou que enviou ofício ao secretário estadual de Saúde e
aos secretários de Saúde de Monte Alegre de Goiás, Cavalcante e Teresina de
Goiás.
A reportagem
solicitou informações às referidas secretarias, por e-mail, entre 7h22 e 7h32 desta
terça-feira (2), e aguarda retorno.
De acordo
com o presidente da AQK, Jorge Moreira de Oliveira, a comunidade kalunga
enfrenta sérias dificuldades de acesso a serviços de saúde, incluindo a
situação das estradas.
“Diante da
pandemia, o problema da qualidade das estradas se tornou ainda mais grave, pois
dificulta e até impede o acesso dos kalungas aos serviços de saúde. Também
aguardamos ansiosos a chegada da vacina para o nosso povo”, afirmou.
Em nota, ele
destacou a urgência da implementação, pelo governo federal, de um Plano
Nacional de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 voltado para a proteção das
comunidades quilombolas, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia
23 de fevereiro.
A reportagem
solicitou, por e-mail, às 8h48 desta terça-feira, posicionamento do Ministério
da Saúde sobre a implementação do plano de enfrentamento voltado às comunidades
quilombolas. Porém, não obteve retorno até a última atualização desta
reportagem.
O presidente
da associação também pediu que os moradores da comunidade redobrem os cuidados
para evitar a contaminação por Covid-19, usando máscaras e álcool gel e
evitando aglomerações.
Fonte: G1

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