Durante
campanha, Estado estima imunizar, pelo menos, 90% de uma população de 2,4
milhões de goianos. Primeiro grupo a ser vacinado é de crianças de 6 meses a
menores de 6 anos, gestantes, mulheres que tiveram bebê nos últimos 45 dias,
população indígena, e trabalhadores da saúde
Tem início
nesta segunda-feira (12/04), mais uma importante ação do Governo de Goiás, em
parceria com o Ministério da Saúde (MS) e os 246 municípios goianos, para
assegurar a saúde da população. A Campanha Nacional de Vacinação contra a
Influenza (gripe), realizada simultaneamente em todo o território nacional,
visa proteger, em especial, os indivíduos dos grupos considerados mais
suscetíveis à doença. Estima-se que no Estado há mais de 2,4 milhões de pessoas
aptas a receberem o imunizante. A meta é vacinar, pelo menos, 90% desse
público.
Por
recomendação do governo federal, a campanha será realizada em etapas, cada uma
relativa a grupos prioritários diferentes. O primeiro público a ser vacinado é
o de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas (mulheres
no período de até 45 dias após o parto), população indígena, e trabalhadores da
saúde. Para este primeiro momento, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria
de Estado da Saúde (SES-GO), já distribuiu 245,6 mil doses aos municípios
goianos, quantidade suficiente para dar início à vacinação. A partir da chegada
de mais vacinas do MS, que ocorre de forma gradativa, as cidades serão
abastecidas.
Em todo o
Estado serão instalados 958 postos fixos para a realização da campanha, que
mobiliza cerca de 1,8 mil profissionais. A aplicação da dose é de
responsabilidade das prefeituras, que devem organizar os locais e orientar a
população quanto ao horário de funcionamento das salas. A vacina utilizada será
a trivalente, que é segura e protege contra os vírus da Influenza A/H1N1,
A/H3N2 e B. A detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas
após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de seis a 12 meses.
A
superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, reforça que “a
vacinação contra a influenza permitirá prevenir o surgimento de complicações
decorrentes da doença, óbitos e suas consequências sobre os serviços de saúde,
além de minimizar a carga da doença, reduzindo os sintomas que podem ser
confundidos com os da Covid-19.” Para se vacinar é imprescindível a
apresentação do documento pessoal e caderneta de vacinação para as pessoas que
integram todos os grupos prioritários. No caso específico das mulheres que
tiveram bebê recentemente, elas também deverão apresentar documento que
comprove a gestação, como certidão de nascimento do filho ou cartão de
gestante.
Calendário
A segunda
fase da vacinação, que tem início em 11 de maio, será direcionada aos idosos
com 60 anos ou mais e aos professores. Na terceira e última etapa da campanha,
prevista para ocorrer a partir de 9 de junho, serão imunizados os grupos das
pessoas que vivem com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições
clínicas especiais (comorbidades), pessoas com deficiência permanente,
caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, passageiros
urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e
salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade,
população privada de liberdade e adolescentes, e jovens em medidas
socioeducativas.
Covid-19
A vacina
contra a gripe pode ser administrada na mesma ocasião de outras doses de rotina
do Calendário Nacional de Vacinação e com outros medicamentos. Entretanto,
Flúvia Amorim explica que considerando a ausência de estudos de coadministração
para a imunização contra gripe e Covid-19, não se recomenda a administração
simultânea dos imunizantes. “Ninguém deve tomar as duas vacinas no mesmo
momento, devendo ser respeitado um intervalo mínimo de 14 dias entre as doses
da Influenza e Covid-19, independente do laboratório fabricante”, destaca a
superintendente.
Caso a
pessoa pertença aos grupos prioritários que contemplem as duas vacinas e ainda
não tenha sido vacinada com nenhuma delas, o recomendado é que seja priorizada
a administração da dose contra a Covid-19 antes da Influenza, agendando a
aplicação do imunizante contra a gripe para duas semanas depois.
Para quem
estiver com suspeita ou confirmação de infecção pelo coronavírus, o recomendado
é adiar a vacinação contra a Influenza. “As pessoas com quadro sugestivo de
infecção pela Covid-19 em atividade não devem se vacinar contra a gripe até que
se recuperem plenamente ou descartem o diagnóstico”, observa Flúvia Amorim. Nestes
casos, a vacina deve ser adiada até a recuperação clínica total do paciente e
por, pelo menos, quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a
partir da data de coleta da primeira amostra de exame (RT-PCR) positivo em
pessoas assintomáticas.
É importante
ressaltar que para a vacinação segura e a redução do risco de disseminação da
Covid-19, os municípios foram orientados a adotarem medidas de prevenção e
proteção diante do cenário epidemiológico dessa doença, com intuito de vacinar
o maior número de pessoas entre o público-alvo e, ao mesmo tempo, evitar
aglomerações nos pontos. O uso de máscaras de proteção individual é recomendado
a todos que buscarem atendimento nas unidades de saúde ou forem atendidos por
ocasião da vacinação.
Secretaria de Estado da Saúde - Governo de Goiás

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