Indústria
automobilística se destaca com crescimento de 693%. Colheita de cana-de-açúcar
e produção de biocombustível incrementam setor. Brasil registra crescimento de
1,4% no mesmo período. “Avançamos na nossa capacidade produtiva, industrial,
empresarial e de resultados para população”, diz governador Ronaldo Caiado
A produção
industrial em Goiás registrou alta de 4,8% no mês de maio, em comparação com
abril. Foi o melhor resultado entre as regiões pesquisadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, a produção nacional
apresentou avanço de 1,4%.
O salto no
crescimento da indústria coloca Goiás em primeiro lugar no Brasil. O Estado
ficou acima de Minas Gerais (4,6%), Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), além
de ter superado São Paulo (3,9%), Mato Grosso (3,4%) e Espírito Santo (2,1%).
“Avançamos
na nossa capacidade produtiva, industrial, empresarial e de resultados para a
população”, afirma o governador Ronaldo Caiado, que destaca os investimentos em
infraestrutura e nas políticas de atração de novas empresas para a continuidade
das conquistas alcançadas pelo Estado.
A indústria
automobilística se destacou com crescimento de 693% no mesmo período. Foi o
terceiro aumento consecutivo após 12 quedas seguidas. O resultado se deve às
ações do Governo de Goiás para fortalecimento do setor. Em novembro do ano
passado, o governo assinou protocolo de intenções com a Caoa, instalada no
município de Anápolis, para expansão das instalações e aumento de produção.
A Caoa
projeta investimentos na ordem de R$ 1,5 bilhão, o que garantiria a geração de
mais de 2 mil empregos diretos e outros 25 mil indiretos, além da forte
contribuição para o crescimento da indústria goiana, que se verifica agora nos
números do IBGE.
O secretário
de Indústria, Comércio e Serviços, José Vitti, avalia esse resultado e diz que
há espaço para registro de mais crescimento. Ele aponta que a indústria de
biocombustível aumenta sua produção nesse período do ano, o que ajuda nos
indicadores da indústria.
“Goiás tem
uma indústria consolidada, tanto a que vem da produção de biocombustíveis, bem
como a de mineração, fármacos e automóveis, entre outros itens. Todas ajudam no
salto da nossa produção industrial”, disse Vitti, que aproveitou para
parabenizar o empresariado goiano por mais essa conquista diante de um cenário
de crise econômica recorrente provocado pela pandemia.
Destaque
também foi a indústria extrativa, que registrou crescimento de 7,6% em maio,
comparado com maio de 2020, com incremento da produção de ouro, ferroniobío e
ferroníquel. Setores de produção industrial química também apresentaram altas,
a exemplo de produtos minerais não-metálicos (19,6%) e outros produtos químicos
(11,9%).
O registro
da indústria goiana de maio, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi
negativo (-0,3%), o que se explica porque nesse mesmo período do ano passado
parte do setor industrial goiano, especialmente na produção de medicamentos e
de alimentos, não paralisou totalmente as atividades em decorrência das medidas
sanitárias impostas em razão da pandemia.
Segundo o
IBGE, a produção da indústria é calculada pela PIM-PF - Pesquisa Industrial
Mensal Produção Física - e reflete as alterações das quantidades de bens e
serviços produzidos pela indústria ao longo do tempo.
Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC)

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