A exemplo de
outras festas religiosas de Goiás, a Romaria do Muquém, realizada há quase 272
anos no Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Niquelândia, também deixará de
ser presencial em 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus. Reitor do local, padre Aldemir Franzin teme
que a presença de 500 mil romeiros na região entre 5 e 15 de agosto coloque em
risco a saúde pública do município.
Durante uma
missa realizada pela internet, o religioso explicou que em tempo de pandemia, Nossa Senhora da Abadia
é que irá à casa do romeiro “através das novenas, das missas que serão
celebradas e das orações que faremos aqui porque os portões do santuário
estarão fechados”, disse ele na página do santuário no Facebook.
Localizado a
45 km do centro de Niquelândia, o santuário recebe todos os anos milhares de
pessoas de todo o País. Uma procissão nesse trajeto, tradicionalmente realizada
no primeiro dia da romaria, quando os fiéis carregam a imagem da santa, também
não será realizada. Como o santuário estima que cerca de 20 mil pessoas façam
esse percurso a pé durante pelo menos 12 horas, o padre Aldemir Franzin
insistiu para que os devotos fiquem em casa.
Em Goiás a
Festa do Muquém se transformou numa referência em anos eleitorais. Candidatos a
cargos públicos de diferentes partidos costumam buscar as celebrações em louvor
à Nossa Senhora da Abadia num gesto de aproximação com os eleitores. Este ano,
porém, o santuário que comporta 22 mil pessoas sentadas e que chega a receber
35 mil no último dia de romaria, estará com as portas fechadas.
Padre
Aldemir Franzin pediu às pessoas que tinham planejado batizar seus filhos ou se
confessarem no Santuário do Muquém que adiem os projetos. “Esse tempo que
estamos vivendo exige muita responsabilidade. “Por favor, venham em outro
tempo. Nossa romaria já passou por muitas guerras, muitas outras pandemias, por
reformas e por inúmeros acontecimentos, mas existe até hoje.”
Fonte: O
Popular

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