Lançado
em 2020 pelo governador Ronaldo Caiado, programa Equipar destina a cada uma das
947 unidades escolares da rede, nos 246 municípios do Estado, em torno de R$
157 mil. Verba, de capital e custeio, pode ser utilizada para aquisição de
materiais e manutenção de equipamentos
Com
investimento de R$ 147,9 milhões, desde o final do ano passado todas as 947
escolas da rede pública estadual de Goiás têm equipado suas unidades com
computadores, materiais de laboratório, fogões, móveis, ares-condicionados,
sistemas de segurança e até utensílios de cozinha. Os recursos estaduais
destinados a essas melhorias são provenientes do programa Equipar, também
disponível para aquisição de aparelhos para melhorar a qualidade de ensino e
preparar um espaço mais acolhedor para a comunidade escolar quando o retorno às
aulas presenciais for possível.
Cada unidade
escolar do Estado nos 246 municípios goianos recebeu do Governo de Goiás, por
meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), aproximadamente R$ 157 mil
para equipar suas instalações de acordo com as necessidades particulares de
cada escola. Assim, algumas unidades investiram em materiais para laboratório
de ciências ou melhoria na qualidade da Internet, enquanto outras optaram em
adquirir mobília para a sala de professores.
Suporte
às aulas síncronas
O Colégio
Estadual Cônego Ramira, de Luziânia, instalou cabos de rede nas seis salas de
aula, na coordenação escolar e na sala dos professores. A unidade participa do
programa do governo federal Educação Conectada e, por isso, conta com uma
Internet de 300 mega. No entanto, a falta de alguns equipamentos limitava a
qualidade da Internet e dificultava a rotina das aulas não presenciais.
“Quando os
professores estavam vindo à escola para dar aula, a Internet ficava caindo.
Instalamos cabo de rede em todas as salas e colocamos também um roteador e um
switch de 24 portas”, contou a gestora Anira de Fátima. Segundo ela, essas
ações foram priorizadas para dar suporte às aulas síncronas (presenciais e não
presenciais ao mesmo tempo).
“No retorno
às aulas presenciais só vamos receber 30% dos alunos. A gente quer que venham
para a escola os estudantes que recebem atividades impressas. Os que tem acesso
à Internet vão continuar nas aulas não presenciais”, explicou a gestora do
Colégio Estadual Cônego Ramira.
Laboratório
de ciências
Enquanto
isso, em Nova Glória, o Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Heloísa de
Fátima Vargas apostou na compra materiais para o laboratório de Química e
Ciências Biológicas. Os equipamentos adquiridos, como microscópios, béqueres,
tubos de ensaio, insumos de química, modelos de esqueleto humano, DNA e
estrutura celular, farão a diferença no aprendizado dos estudantes.
“Fazer esse
laboratório era um sonho que a escola tinha. A gente foi lutando e esse recurso
muito bom do governo deu um empurrão muito grande para a escola. A escola se
transformou”, destacou o gestor Antônio Carlos de Azevedo. Ele acrescentou que
a comunidade que tem visitado a unidade “tem aplaudido essa transformação”.
Além de
equipar o laboratório, o Cepi comprou câmeras de segurança, computadores,
equipamentos de cozinha, móveis, microfone para o estúdio de rádio da escola e
câmeras para gravação de aulas. Essas últimas foram adquiridas com o objetivo
de dar suporte às aulas síncronas quando o regime híbrido for retomado.
Sala mais
acolhedora
Já o Colégio
Estadual Marechal Rondon, do distrito de Betânia, em Jussara, optou por
utilizar os recursos do programa Equipar na sala de professores. A unidade está
no processo de compra de computadores, cadeiras, um sofá, uma cafeteira e um
microondas para tornar o espaço um ambiente mais acolhedor.
Segundo a
gestora Eliana Antônia, a sala dos professores não era muito acolhedora.
“Queremos criar um cantinho onde ele possa planejar suas aulas e descansar
entre uma aula e outra. Um cantinho com cafeteria, microondas para ele
esquentar sua comida, computadores para planejar as aulas, cadeiras mais
confortáveis, um sofá...”, afirmou.
Ele pontua
que, às vezes, a sala dos professores é aquele local que vira um depósito de
materiais. “E não tem que ser assim. Tem que ser um local onde ele possa
descansar nos horários vagos, se sentir tranquilo, para quando ele entrar em
sala de aula acolher os alunos”.
Além do
investimento na sala de professores, o colégio vai adquirir um armário de
cozinha para armazenar vasilhas e pratos dos alunos na cantina.
Secretaria de Estado de Educação (Seduc) – Governo de
Goiás


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