Um dos
muitos legados ingratos de gestões anteriores que a diretoria do Vila Nova
precisa administrar são os processos na Justiça do Trabalho de ex-funcionários
que passaram pelo Onésio Brasileiro Alvarenga.
Nesta
semana, contudo, o setor jurídico colorado comemorou uma vitória importante,
fugindo de um processo que poderia ter sido custoso para os cofres do clube.
O
meio-campista Fernando Neto, hoje com 27 anos, entrou com uma ação trabalhista
no final de 2018. Maurilho Teixeira, diretor jurídico do Vila Nova, em
entrevista, destacou que o jogador requereu “direito de imagem, multa
contratual, salários em atraso, férias vencidas, 13º salário, FGTS e até dano
moral”.
Natural de
São Domingos (GO), Fernando Neto chegou a passar pelas categorias de base do
Vila Nova antes de se transferir, ainda jovem, para o Fluminense-RJ, clube que
o cedeu por empréstimo em 2016, retornando à Goiânia.
Na
temporada, disputou 18 partidas entre Campeonato Goiano, Copa Verde e
Campeonato Brasileiro, sem impressionar. Em 2019, voltou a ter destaque pelo
Paraná na Série B e se mudou para o Vitória-BA este ano.
A defesa
vilanovense, através do escritório Pinheiro Advogados Associados, se beneficiou
com a “prescrição bienal, porque o contrato do Fernando Neto encerrou-se em 5
de dezembro de 2016 e ele só propôs essa ação em 27 de dezembro de 2018. Ou
seja, mais de dois anos após o encerramento do contrato”, explicou Maurilho
Teixeira.
A causa
totalizava cerca de R$ 315 mil, porém o atleta perdeu e foi condenado a pagar
os custos do processo. O diretor jurídico colorado acrescentou ainda que “não
satisfeito com a decisão de primeira instância da juíza da 16ª Vara do Trabalho
de Goiás, o jogador recorreu ao Tribunal trabalhista, que sequer conheceu o
recurso, porque o jogador, nesse recurso, não recolheu as custas processuais.
Portanto, perdeu em primeira e segunda instância”.
Maurilho
Teixeira reforçou que “não diria que o jogador entrou de má fé ou tenha tido
alguma intenção obscura ao entrar com esse pedido na Justiça do Trabalho
requerendo algumas verbas. Simplesmente entendo que, como não teve sucesso,
significa que não foi um pedido reconhecido, conforme era a intenção do atleta
pela Justiça trabalhista”.
Fonte: Sagres Online

Nenhum comentário:
Postar um comentário