O Amapá
entrou, neste sábado (7) no quinto dia de um apagão que atingiu a capital,
Macapá, e outros 13 municípios. O cenário compromete também o abastecimento de
água, pela falta de energia para as bombas no sistema, com filas em
supermercados e caixas eletrônicos e perda de alimentos refrigerados.
De acordo
com moradores, muitas pessoas perderam alimentos e a busca por água potável é
grande nos mercados, mas muitos comércios locais estão fechados, devido à falta
de geradores de energia.
A técnica em
saúde bucal Adriana Xavier, 34, relata que próximo em sua casa, no bairro
Renascer, na zona norte a capital, não há onde comprar comida e água e por isso
precisa recorrer a outros locais.
“Os
comércios com geradores estão lotados. Perto de casa não tem onde comprar
comida e água. Muitas pessoas perderam alimentos e donos de mercados vendem a
preços de custo para não perder. A situação está ficando pior a cada dia”,
contou.
As
aglomerações também ocorrem em postos de gasolina e em uma a agência do Banco
do Brasil, que conta com gerador de energia elétrica e possibilita o
funcionamento de caixas eletrônicos. Mas o resultado são grandes filas.
Muitos
moradores recorreram ao Aeroporto de Macapá para conseguirem carregar os
telefones celulares. Shoppings na capital também estão sendo pontos para mesma
finalidade. Há supermercados com geradores que cobram R$ 10 para carregar
telefones.
Nos postos
de combustíveis, há grandes filas para abastecer os carros, que são usados por
muitos moradores para comprar alimentos e águas em bairros distantes, e também
para conseguir carregar telefones celulares nos veículos.
Há pessoas
que descem dos carros e vão até às lojas de conveniência para usar tomadas e
comprar produtos, como água potável.
“Tive que
sair de casa para conseguir carregar meu telefone, depois de uma hora na fila,
carreguei em uma tomada do aeroporto. Todo o momento várias pessoas estão aqui
para usar as tomadas e conseguir ao menos um pouco de comunicação”, informou a
auxiliar administrativo Jordana Cruz, 32.
Em nota, a
Infraero no Amapá informou que os voos no estado não foram afetados, devido aos
geradores de energia instalados no aeroporto.
Além da
falta de energia elétrica, muitos locais também registram falta de água. De
acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), sem eletricidade, não
há como ligar a bomba para abastecimento.
Em alguns
bairros, moradores que têm poço nas residências compartilham com os vizinhos
que não tem. Em residenciais pessoas usam o reservatório de água para a busca.
Mas em ambos os casos, a água é usada para serviço como limpeza da casa,
higiene e cozimento de alimentos.
Para
consumir água potável, muitas pessoas fazem filas nos comércios para conseguir
comprar galões.
“A maioria
dos comércios estão com filas para comprar água potável, as pessoas têm
comprado nos galões. A busca por água está grande. A falta de água está constante”,
disse Israell Augusto, de 27 anos, morador do bairro Universidade, na Zona Sul
de Macapá.
Ainda de
acordo com a Caesa, o restabelecimento do serviço segue sem previsão.
A Prefeitura
de Macapá decretou estado de calamidade pública para a capital para nos
próximos 30 dias. A medida possibilita mais agilidade para a tomada de ações de
emergência e de apoio à população.
Fonte:
FolhaPress

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