Em Águas
Lindas de Goiás, Lázaro Barbosa, de 32 anos, viveu os últimos momentos antes do
confronto que terminou com a sua morte na última segunda-feira (28). O
Fantástico reconstituiu o cerco final ao homem que durante 20 dias foi o
criminoso mais procurado do país. As buscas mobilizaram 270 policiais e agentes
de forças e órgãos de Goiás, do Distrito Federal e do governo federal.
Para a
polícia, Lázaro não agiu sozinho. Ele fazia parte de uma organização criminosa.
“Nessa
organização criminosa, a gente já levantou que pessoas importantes participam
dela. Nós temos empresários, fazendeiros, políticos...”, conta a delegada
Rafaela Azzi.
Um dos
suspeitos é o fazendeiro Elmi Caetano que, de acordo com as investigações,
escondeu Lázaro em uma de suas propriedades. A polícia encontrou uma mensagem
de voz no celular do fazendeiro que indica que o criminoso usava a fazenda como
esconderijo. “Ele está dormindo lá naquele barraco onde a mãe dele morava”,
dizia Elmi na gravação.
Segundo as
investigações, Elmi Caetano pode ser o mandante de uma chacina cometida por
Lázaro, em Ceilândia, no Distrito Federal. O fazendeiro Cláudio Vidal e os dois
filhos, Gustavo e Carlos Eduardo, foram assassinados com tiros e facadas nas
terras da família, no dia 9 de junho. A mulher de Cláudio, a empresária
Cleonice Marques de Andrade, foi feita refém e levada para um córrego, onde foi
estuprada por Lázaro e encontrada morta, no dia 12 de junho.
“Considerando
que havia um laço anterior, que o Lázaro já era conhecido do proprietário e que
na entrevista o proprietário fala que aquela família devia um dinheiro a ele,
nós não descartamos a hipótese de que ele tenha realmente usado Lázaro para
cobrar a dívida, e em não recebendo, matar aquelas pessoas”, explica Rafaela
Azzi.
No jargão da
polícia, “entrevista” é uma conversa inicial que, neste caso, a delegada teve
com o fazendeiro Elmi Caetano quando foi preso junto com o caseiro. As
investigações também apuram se Ellen Vieira, viúva de Lázaro, e a ex-mulher
dele, Luana Cristina, teriam ajudado o criminoso.
A defesa de
Elmi Caetano rechaçou a suspeita de que o fazendeiro seja o mandante da chacina
de Ceilândia. O advogado Ilvan Barbosa disse ao repórter Mohamed Saigg, em tom
de ameaça, que no Brasil não existe prisão perpétua, e que o fazendeiro sairia
da cadeia. Perguntado se estava fazendo uma ameaça, o advogado Ilvan Barbosa
disse que se tratava de um aviso.

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