O deputado
federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) esteve na última segunda-feira (03) no clube
Hebraica, na zona sul do Rio. Enquanto 100 pessoas protestavam do lado de fora,
outras 300 lotavam o auditório.
Segundo o
Estadão, o presidenciável prometeu que irá acabar com todas as reservas
indígenas e comunidades quilombolas do país caso seja eleito em 2018.
Bolsonaro
aproveitou o momento para desancar a ex-presidente Dilma Rousseff e comunidades
tradicionais:
“Pode ter
certeza que se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim,
todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro
demarcado para reserva indígena ou para quilombola” Afirmou Bolsonaro.
Em
fevereiro, na Paraíba, Bolsonaro sugeriu dar um fuzil para os fazendeiros como
cartão de visita contra o MST.
Frases racistas
O deputado
afirmou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia:
“Onde tem
uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”.
Ele disse que foi “a um quilombo”. De lá, voltou com a seguinte percepção: “O
afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que
nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com
eles.”
O
presidenciável também não poupou os refugiados. “Não podemos abrir as portas
para todo mundo”, disse. Ele não se mostrou, porém, avesso a todos os
estrangeiros: “Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? É uma raça que tem
vergonha na cara”.
Os
manifestantes do lado de fora, articulados por movimentos juvenis da comunidade
judaica, levantavam cartazes e gritavam: “Judeu e sionista não apoia fascista”.
“Quem permite torturar se esquece da shoá”. “Pela vida e pela paz, tortura
nunca mais”. Um grupo de mulheres entoava: “Ei, mulher, ele apoia o estupro”.
Um presidenciável
Em quarto
lugar na intenção de votos para presidente, com 9% no Datafolha, o deputado
gerou revolta na comunidade judaica. O presidente do clube no Rio, Luiz
Mairovitch, convidou Bolsonaro após ele ter sido barrado em evento similar no
clube paulista.
No começo do
seu discurso, o deputado declarou não ser um bom nome para presidir o país: “Eu
não sou bom, não. Mas os outros são muito ruins. Me esculacham tanto e mesmo
assim eu continuo subindo nas pesquisas”.
Fonte: De
olho nos Ruralistas

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