O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) deflagrou uma
operação para investigar um coronel, comandante da Polícia Militar em Formosa,
no Entorno do DF, suspeito usar a estrutura da corporação em benefício próprio.
Segundo as investigações, “valendo-se de sua condição”, ele
solicitou viaturas e policiais para escoltar uma carga de 3 toneladas de farelo
de soja e aveia para a sua fazenda.
Além disso, também é apurada a ligação dele com um
contraventor suspeito de comandar o jogo do bicho na região. O homem, que foi
preso em flagrante durante a ação, teria "negócios" com o coronel e o
ajudado no transporte da carga. Os nomes dos envolvidos não foram revelados.
A PM informou que quando tiver acesso à documentação tomará
"todas as medidas legai cabíveis". O coronel disse à TV Anhanguera
que tem a "consciência tranquila" e que não fez nada de errado. A
defesa do contraventor não foi localizada até a publicação desta reportagem.
De acordo com o MP, o caso configura ato de improbidade
administrativa, uma vez que ele usou a máquina pública em benefício particular.
A carga, aponta a apuração, foi escoltada primeiro de São João D'Aliança para
Formosa e, posteriormente, para a fazenda do militar.
As instigações prosseguem no sentido de descobrir qual a
relação do comandante com o contraventor.
"O envolvimento ou não do coronel com a prática do jogo
do bicho ainda vai ser investigado pelo MP durante o transcurso das
investigações, que terão prosseguimento", disse o promotor de Justiça
Douglas Chegury.
Jogo do bicho
Durante a operação, denominada Arca de Noé, o MP contou com o
apoio da Polícia Civil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e
na chácara do contraventor, onde foram recolhidos documentos e computadores.
No local, também havia duas armas de fogo sem registro, o que
motivou a prisão em flagrante do bicheiro.
Durante a ação, os investigadores também
"estouraram" oito bancas de exploração do jogo do bicho e apreenderam
material usado na jogatina.
Nota da PM:
A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que, ao tomar
conhecimento da operação Arca de Noé,realizada em Formosa pelo Ministério
Público de Goiás, buscará, através da Corregedoria, assim que receber toda
documentação referente ao caso, tomar todas as medidas legais cabíveis, de
forma a apurar a conduta do possível policial envolvido.
Fonte: G1

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