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| Adriele, Darley, Matheus, Maria Clara e João Guilherme Dourado estão morando no DF para o tratamento de câncer de João, de 4 anos |
O Dia
Internacional de Luta contra o Câncer Infantil é comemorado na próxima segunda-feira
(15). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa, em 2020, era
de quase 8,5 mil novos casos da doença entre crianças e adolescentes no Brasil,
sendo 130 casos no Distrito Federal.
João
Guilherme Dourado, de 4 anos de idade, é um dos casos descobertos no ano
passado. O menino, a quem os pais chamam de "guerreiro", luta contra
um linfoma de Burkitt.
O
diagnóstico veio em agosto de 2020, depois de uma série de intercorrências. Na
última quarta-feira (10), enfrentando um novo ciclo de quimioterapia, João teve
que raspar a cabeça.
O pai dele,
Darley Carlos, e o irmão Matheus fizeram o mesmo, para demonstrar solidariedade
durante o tratamento. A pedido da criança, a mãe e a irmã não cortaram o
cabelo: "Eu também ia raspar. Mas o João disse que nós somos meninas e não
precisamos", conta a mãe, Adriele Dourado.
"Raspar
a cabeça não é nada diante do amor que sentimos por ele", diz o pai de
João.
Guerreiro
João Guilherme
De acordo
com o Inca, o câncer é a primeira causa de morte entre crianças e jovens de 1 a
19 anos de idade. Os três tipos mais comuns, nessa faixa etária, são as leucemias
(30%), os linfomas (20%) e os tumores do sistema nervoso central (15%).
"Com o
diagnóstico precoce as chances de cura aumentam em até 70%", diz o Inca.
Adriele
Dourado, a mãe de João Guilherme, conta que o filho nasceu com uma doença rara
no fígado, que se chama atresia biliar. "Com um mês de vida, ele fez a
primeira cirurgia para reconstruir as vias biliares. Mas já era tarde, e o
fígado apresentava uma cirrose", conta.
Aos nove
meses, o bebê foi submetido a um transplante de fígado. "Eu fui a doadora
e, graças a Deus, foi compatível", lembra Adriele.
Tratamento
no DF
A família
Dourado morava em Guarani de Goiás, a 350 km de Brasília. No entanto, depois
que João Guilherme nasceu, ele e a mãe se mudaram para a capital, em
decorrência dos problemas de saúde da criança.
Depois do
diagnóstico do câncer, sabendo que seria ainda mais necessário estar na cidade,
por conta do tratamento, feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o restante da
família se mudou. "Agora estamos todos juntos", diz Adriele.
"Os
meus filhos mais velhos são muito maduros. Eles entendem o cuidado que
precisamos ter com o João. Mas agora, que estamos todos na mesma cidade, está
muito mais fácil para eles. E acredito que isso também fará diferença no
tratamento", afirma a mãe.
João é
atendido pelo Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. A expectativa da
família e dos médicos é que o novo ciclo de quimioterapia tenha bons
resultados.
"A
gente se agarra na fé e crê que vamos derrubar mais esse gigante. Primeiro foi
o transplante, agora o câncer. Nós vamos vencer", diz Adriele.
Fonte e texto: G1
DF
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