Pendências
financeiras herdadas da gestão anterior na área da cultura foram regularizadas
nesta quinta-feira (04/02). Durante assinatura da ordem de pagamento no valor
de R$ 2,561 milhões, referente a débitos atrasados de 2018, o governador
Ronaldo Caiado garantiu que a atual administração “está resgatando o cenário
cultural no Estado” e que “isso é importantíssimo para nós”.
Na
solenidade para formalização do repasse, realizada no Palácio das Esmeraldas, o
governador defendeu que retomar a autoestima do setor só é possível graças às
ações do governo para recuperar a situação fiscal do Estado. “Quando se tem
responsabilidade fiscal, você está dando garantia aos servidores e ao cidadão
que está aplicando corretamente o dinheiro”, disse. “Isso é uma obrigação
nossa”, garantiu.
Os recursos,
oriundos do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás (Fundo Cultural), foram
liberados na manhã desta quarta-feira e chegarão a mais de 400 fornecedores e
prestadores de serviços envolvidos no Festival Internacional de Cinema e Vídeo
Ambiental (Fica), Canto da Primavera e Orquestra Filarmônica.
Caiado
ressaltou que as pessoas foram usadas para que os grandes eventos culturais do
Estado fossem realizados em 2018, porém, ficaram no prejuízo. “Estamos quitando
aquilo que ficou de ser pago ao cidadão que ajudou a montar o palco, ao que fez
a alimentação e aos prêmios que foram à época definidos”, pontuou.
César Moura,
secretário interino da Secretaria de Cultura (Secult) e titular da Secretaria
da Retomada, ressaltou que os débitos deixados em aberto pela antiga gestão
estadual comprometiam a credibilidade da cultura. “Tínhamos uma política, antes,
de fazer editais sem recursos. Isso foi se acumulando. Além disso, foram feitos
também festivais sem recursos”, alertou. A situação, segundo o secretário,
deixou pequenos e médios empresários em situação de arrocho financeiro.
“Estamos ajudando uma classe que está sem trabalhar”, acrescentou.
Só para
quitar débitos do Fica, o valor destinado será de R$ 776.600,00. O montante ao
Canto da Primavera chega a R$ 537.599,51. Já a Orquestra Filarmônica de Goiás,
por meio do instituto que era responsável pelos músicos em 2018, vai receber R$
1.247.449,10.
Rodrigo
Santana, produtor cultural na cidade de Goiás, local onde é realizado o Fica,
se emocionou ao agradecer a ação do Governo de Goiás. Ele destacou que muitos
empresários precisaram vender imóveis para pagar dívidas. “É um gesto de
resgate da credibilidade do Estado e de um evento, como o Fica, que sempre foi
marcado por ser a vitrine da história de Goiás para o Brasil e o mundo”.
Silas Falcão
relatou que a Orquestra Filarmônica, hoje entre as três melhores do país, teve
diversos problemas causados pelas dívidas acumuladas. Ele destacou que débitos
com músicos renomados no Brasil prejudicaram a organização das apresentações.
“A moral da orquestra ficou completamente abalada”, disse. “Eu agradeço a Deus
por hoje termos um governador que se importa com a cultura”, acrescentou.
Titular da
Secretaria da Economia, Cristiane Schmidt, lembrou que, no passado, se fazia
“política com chapéu dos outros”. “Temos que prometer o que podemos fazer”,
defendeu. A secretária lembrou que, no começo da atual administração, o
governador Ronaldo Caiado determinou que todas essas pendências relacionadas à
cultura fossem resolvidas. “É um líder que quer deixar legado para o Estado de
Goiás. Ele não quer deixar uma herança maldita”, afirmou.
O
secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, defendeu que, mesmo
sendo pendências de outras gestões, o governador Ronaldo Caiado tem honrado com
o que foi comprometido com os goianos. “Encontramos esse Estado numa situação
precária, com várias coisas que tiveram que ser reconstruídas”, alegou. Ele
garantiu que todas as manifestações culturais de Goiás “terão espaço para poder
criar, desenvolver e levar, cada vez mais, o Estado de Goiás para o Brasil e
mundo afora”.
Lei Aldir
Blanc
Ainda
durante a solenidade, em entrevista coletiva, o governador Ronaldo Caiado
revelou que está em contato com o governo federal para solicitar a prorrogação
do prazo para que toda verba da Lei Aldir Blanc seja aplicada em Goiás. “O
tempo foi escasso para que as prefeituras pudessem fazer com que todos aqueles
que são trabalhadores da área da cultura pudessem se inscrever”, argumentou.
Ele reconheceu que a iniciativa presta “um apoio importantíssimo para a cultura
de todos os Estados e para os municípios”.
O auxílio da
Lei Aldir Blanc começou a ser pago, em Goiás, na segunda-feira (1º/02). Criada
com o intuito de promover ações para garantir uma renda emergencial para
trabalhadores da Cultura e manutenção dos espaços culturais brasileiros durante
o período de pandemia do Covid‐19, a iniciativa destinou para o Estado R$ 98,2
milhões, dos quais R$ 49,1 milhões são para projetos da Secretaria de Estado da
Cultura (Secult) e R$ 49,1 milhões para os municípios goianos.
Do montante
destinado aos municípios, R$ 10,645 milhões foram direcionados ao Estado e se
referem ao valor não aplicado pelos municípios que não aderiram à Lei Aldir
Blanc. Isso significa que o total de recursos federais operacionalizados pelo
Governo de Goiás em relação à iniciativa é de R$ 59,810 milhões.
Para ter
acesso ao auxílio, os profissionais precisaram, obrigatoriamente, se cadastrar
no Mapa Goiano, que foi organizado pela Secult. Os trabalhadores informais da
área cultural, que estão aptos, já estão recebendo o valor de R$ 1,8 mil em
parcela única e individual. Já as mães de família receberão três parcelas de R$
1,2 mil, somando R$ 3,6 mil.
No evento
desta quarta-feira, também estiveram presentes a vereadora Ynaê Siqueira
(Pirenópolis); o assessor Ailton Moreira, que representou o vice-governador
Lincoln Tejota no evento; a diretora da Escola do Futuro em Artes Basileu
França, Lóide Magalhães; além de representantes da Orquestra Filarmônica, e dos
festivais Internacional de Cinema Ambiental (Fica) e Canto da Primavera.
Secretaria
de Comunicação - Governo de Goiás

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