A
instituição social de saúde SAS Brasil, que atua de forma itinerante levando
acesso à saúde especializada para comunidades em situação de vulnerabilidade,
realiza mutirão de saúde feminina até o próximo dia 13, no município de
Cavalcante, no nordeste goiano.
Cerca de 400
mulheres, chefes de família que residem na cidade, são beneficiadas pela ação
do Projeto Anariá, que promove iniciativas de saúde feminina e valorização da
mulher. Cada uma recebe um “passaporte da saúde” para atendimento e realização
de exames nas especialidades de ginecologia, dermatologia, odontologia e
oftalmologia. Há, ainda, triagem de outras demandas de saúde na cabine de
telemedicina e palestras de educação em saúde mental e violência doméstica.
De acordo
com Adriana Mallet, médica e cofundadora do SAS Brasil, a ideia do Projeto
Anariá é levar saúde a mulheres de todo o país, de forma inovadora, olhando
para elas de forma integral. “A área de ginecologia é uma das mais antigas
dentro do SAS Brasil e é muito importante para nós que o projeto chegue às
mulheres em regiões de vulnerabilidade social. Em cidades isoladas, elas chegam
a esperar até 8 meses para fazer um exame”, explica.
Após receber
atendimento, as pacientes assumem as missões de indicar o SAS Brasil para
outras mulheres, chefes de família, e levar o seu núcleo familiar para a
realização de consultas e exames durante os próximos mutirões.
Com os
resultados e triagem realizados na etapa atual, o SAS Brasil retorna à cidade
com uma equipe maior de profissionais para solucionar os casos de pacientes que
tiveram alterações nos exames ou nas avaliações, realizando cirurgias e outros
procedimentos em todas as áreas oferecidas nesta ação.
O município,
que possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, recebe
outras quatro ações durante o ano de 2021. Em março, com foco em crianças e
idosos e, em maio, voltada para homens e doentes crônicos.
Os
atendimentos são realizados por meio de unidades de teleatendimento (UTAS),
estruturas de 12 metros quadrados, montadas em um container, com consultórios
equipados e uma cabine de telemedicina. O modelo, inovador, alavancou a
organização frente à soluções de acesso a telessaúde para populações sem acesso
à internet ou celular.
Criado em
2013, o SAS Brasil é uma organização social sem fins lucrativos. Até o momento,
mais de 55 mil pessoas foram beneficiadas, em cidades de 14 estados do País.
Com a pandemia do novo coronavírus, a organização se reinventou rapidamente e
passou a atender pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio da
telemedicina, regulamentada pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de
Medicina em março para o contato direto entre médico e paciente. Todos os
atendimentos oferecidos pela instituição são gratuitos.
Fonte:
Diário de Goiás

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