O Tribunal
de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), por meio do juiz Pedro Henrique Guarda,
decidiu pelo bloqueio de R$ 10,5 milhões do deputado estadual Iso Moreira (DEM)
e de outros cinco investigados na Operação Zaratustra, que apurou em setembro
deste ano o desvio de dinheiro na prefeitura de Alvorada do Norte, município do
Nordeste goiano.
A ação civil
de improbidade administrativa foi movida pelo Ministério Público de Goiás
(MP-GO), que também é responsável pela operação. Conforme a decisão, o dinheiro
será encaminhado para o ressarcimento dos cofres públicos.
De acordo
com o MP-GO, estão envolvidos no esquema os filhos do deputado estadual,
Aloísio Moreira dos Santos Júnior e Alessandro Moreira dos Santos, além dos
assessores Carlos Alberto Alves Dourado, Humberto Carlos Teixeira e o
ex-prefeito da cidade, David Moreira de Carvalho.
Ainda
segunda a decisão, os investigados terão até o dia 16 de dezembro para
apresentarem recursos.
A Operação
Zaratustra foi deflagrada no dia 3 de setembro para apurar o suposto desvio dos
cofres da Prefeitura de Alvorada do Norte. A família de Iso está no comando do
município há 20 anos. O parlamentar é apontado como “maestro” das ilegalidades
praticadas.
O alvo do
MP-GO é o revezamento de sócios de um posto de combustível, que pertence
atualmente ao deputado, para possibilitar contratos com a gestão pública. Foram
13 mudanças no contrato social do Auto Posto Serra Bonita com utilização de
supostos laranjas para, segundo a investigação, burlar de 2003 a 2016 a Lei de
Licitações, que impede compras de empresas de agentes públicos.
Durante
sessão na Assembleia Legislativa de Goiás no dia 8, Iso qualificou a operação
como “politiqueira e eleitoreira”. “Estou estarrecido. Vemos bandidos soltos e
nada é feito. E um juiz dá um cheque em branco para um promotor”, afirmou Iso.
A reportagem
tentou contato com o deputado na manhã deste domingo, mas não obteve sucesso. O
espaço segue aberto para manifestação.
Fonte: O Popular

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