O Ministério
Público de Goiás (MP-GO) ofereceu nesta sexta-feira (4/12) denúncia contra
quatro envolvidos na morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves e Frank
Alessandro Carvalhães de Assis, ocorrida na tarde do dia 28 de outubro, no
escritório de advocacia das vítimas, no Setor Aeroporto, em Goiânia.
Foram
denunciados pelo promotor de Justiça Geibson Rezende, da 83ª Promotoria da
capital, Pedro Henrique Martins Soares, Hélica Ribeiro Gomes, Cosme Lompa
Tavares e Nei Castelli.
Conforme
apontado na peça acusatória, o crime foi encomendado por Nei Castelli, em razão
de as vítimas terem alcançado êxito em uma ação de reintegração de posse
proposta contra a família de Castelli, na qual coube pagar aos advogados, a
título de honorários, o valor de R$ 4,6 milhões. Apurou-se que, inconformado
com a condenação e por interesses patrimoniais, Castelli decidiu matar os
advogados como forma de retaliação.
Para tanto,
entrou em contato com Cosme Lompa, em busca de possíveis executores do delito.
Um dos indicados foi Pedro Henrique Soares, com quem ajustou o modo de execução
dos crimes e prestou auxílio antes e após os assassinatos, transportando os
contratados e garantindo que se hospedassem em Goiânia.
Após a
contratação, Hélica Ribeiro Gomes, namorada de Pedro Henrique, passou a
interagir com Cosme Lompa, intermediando o valor da recompensa a ser paga pela
empreitada criminosa. Posteriormente, Pedro Henrique contratou Jaberson Gomes (já
falecido) para lhe auxiliar na execução dos crimes.
Valores
Apurou-se
ainda que Nei Castelli prometeu pagar a Pedro Henrique e a Jaberson Gomes o
valor de R$ 100 mil, caso saíssem impunes, ou R$ 500 mil, caso fossem presos em
decorrência da empreitada criminosa.
Para ter
acesso às vítimas, Pedro Henrique e Jaberson Gomes agendaram uma reunião com o
advogado Marcus Chaves utilizando um nome falso. Ao chegarem ao escritório e
tendo sido levados à sala de reunião, renderam Marcus Chaves que, sob a mira de
revólveres, foi obrigado a chamar Frank Alessandro para o local.
Visando
despistar a real motivação dos crimes, Pedro Henrique perguntou onde estava o
dinheiro, ocasião em que Marcus Aprígio lhe entregou a quantia de R$ 2 mil, na
esperança de que fossem embora. No entanto, Pedro Henrique disparou uma vez
contra Frank Alessandro e três vezes contra Marcus Aprígio Chaves, que morreram
no local.
Crimes
Assim, o
promotor Geibson Rezende ofereceu denúncia contra Pedro Henrique por homicídio
duplamente qualificado (mediante pagamento e dissimulação), por duas vezes, e,
ainda, pela prática de roubo. Cosme Lompa, Nei Castelli e Hélica Ribeiro foram
denunciados por homicídio duplamente qualificado (mediante pagamento e
dissimulação), por duas vezes.
Foi ainda requerida
pelo MP-GO a decretação da prisão preventiva dos denunciados Pedro Henrique,
Hélica Ribeiro, Cosme Lompa e Nei Castelli para garantir a ordem pública, por
conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal,
“uma vez que se trata de delito hediondo, cometido com invulgar ofensa,
revelando a crueldade dos executores que praticaram o duplo homicídio de forma
fria e violenta, pelo que resta configurada a gravidade concreta do delito”,
afirmou Geibson Rezende.
Fonte: MPGO

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