Goiás deve
vacinar metade dos 7 milhões de moradores contra a Covid-19 em 2021, conforme
afirmou o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino. O Ministério da
Saúde divulgou um cronograma "preliminar" para a vacinação da
população contra o coronavírus, dividido em quatro etapas de grupos
prioritários. Enquanto a imunização não começa, especialistas alertam que os
moradores devem manter os cuidados para evitar o coronavírus.
“Considerando
o ano todo, o ano de 2021 será um ano de vacinação. Entre um terço e metade da
população vai ser vacinada”, disse o secretário.
Ainda não há
uma vacina registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
até esta quinta-feira (3), mas a expectativa das autoridades é de que um
imunizante seja validado em breve e a vacinação se inicie no primeiro semestre
de 2021. O governo goiano disse que já comprou seringas e agulhas para a
imunização.
“Consideramos
também a questão do quantitativo de seringas e agulhas que, caso o Ministério
da Saúde tenha dificuldade com a aquisição, nós já providenciamos a compra”,
afirma Ismael Alexandrino.
Um dia antes
da declaração do secretário, o Ministério da Saúde divulgou, na terça-feira
(1º), os principais pontos da estratégia preliminar de vacinação:
Primeira
fase: trabalhadores
da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou
mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições
psiquiátricas) e população indígena.
Segunda
fase: pessoas de 60
a 74 anos.
Terceira
fase: pessoas com
comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da Covid-19 (como
pacientes com doenças renais crônicas e cardiovasculares).
Quarta
fase: professores,
forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população
privada de liberdade.
Como não
está previsto no plano divulgado pelo Ministério da Saúde a vacinação de
crianças, Alexandrino afirma que não há expectativa de quando elas poderão receber
as doses. Segundo o secretário, isso acontece porque as vacinas que estão na
última etapa de testes não estão sendo testadas em crianças.
Estado
descarta vacina da Pfizer
Alexandrino
descartou ainda o uso da vacina da Pfizer, que foi aprovada para uso no Reino
Unido na quarta-feira (2). Segundo o secretário, o motivo é que o imunizante
exigi um armazenamento em uma temperatura inferior - 70° C para que não perca
sua eficácia. Segundo ele, o estado não tem refrigeradores que possam suportar.
“A vacina da
Pfizer no estado de Goiás, com armazenamento a - 70ºC, é impraticável. Então,
nós estamos trabalhando com alguma que tenha o espectro de 2 a 8ºC que é o que
a nossa rede de frios comporta e o que é habitual para outras vacinas também”,
disse.
Vacinação
em Goiânia
Goiânia
também se prepara para receber e aplicar as doses da vacina que for aprovada. A
diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Grécia
Carolina Pessoni, disse que a expectativa é conseguir imunizar até 430 mil
moradores em 2021, que é o quantitativo de goianos classificados como grupo de
risco prioritário.
“Vamos
começar pelos idosos. Os números mostram que os idosos são os menos
contaminados, mas o que mais morrem devido à doença”, disse a diretora.
Pessioni
informou ainda que a secretaria já adquiriu câmaras frias para armazenamento
das doses para as 71 salas de vacinação da capital e que cada uma tem a
capacidade de guardar até 15 mil frascos da vacina. Agora, o maior desafio da
pasta é a falta de mão de obra.
“Nosso maior
desafio é a quantidade de trabalhadores. A secretária de Saúde já autorizou um
credenciamento de profissionais, uma contratação de forma mais rápida para que
a gente consiga atender a população”, disse.
Um processo
para a aquisição de insumos também já foi aberto. A diretora explica que a
secretaria estuda uma forma de aplicar a vacina assim como são feitos os testes
atualmente. Assim, além dos postos fixos, a população também poderá ser
imunizada em pontos estratégicos da cidade, por meio de divre-thru, quando o
paciente não sai do veículo.
Cuidados
devem ser mantidos
O
infectologista Marcelo Daher afirma que as pessoas devem continuar com o uso da
máscara e respeitando o distanciamento, principalmente as que não estão em
grupos prioritários para receber a dose do imunizante.
“A gente tem
de aprender a conviver com a doença. A vacina vai chegar para esses grupos
prioritários. Talvez, os outros grupos não recebam de imediato a vacina”,
disse.
Fonte: G1

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