A disputa
pela “posse” da Prefeitura de Posse, espécie de capital do Nordeste goiano,
está acirrada. Brincando, um deputado estadual afirma que lá tem mais candidato
a prefeito do que a vereador. Brincadeira à parte, há quem diga que o deputado
estadual Paulo Trabalho quer derrotar o candidato que for apoiado pelo deputado
Iso Moreira. Os dois se detestam. Mas um deputado garante que, ao menos nesta
cidade, Paulo Trabalho — cuja sigla é PT — tem mais presença eleitoral do que
Moreira.
Paulo Trabalho
vai bancar seu cunhado Demétrio — que alguns já chamam de Demétrio Trabalho —
para prefeito de Posse. Ele é forte por causa do deputado. Mas é escassamente
conhecido na cidade, pois não tem participação política.
O deputado
federal José Nelto vai bancar Márcio Passos, do Podemos. Há quem aposte que, se
conseguir unir a base caiadista na cidade, Márcio Passos tem chance de ser
eleito. Mas unir a base governista não será fácil. Porque há conflitos
históricos na base. Um aliado de Nelto frisa que o Podemos está com a chapa de
candidatos a vereador praticamente pronta. São 14 homens e seis mulheres. O
Podemos quer unir-se ao PSL, ao DEM e a outros partidos — menos com o PSDB.
Até crianças
de 2 anos sabem que o prefeito Wilton Barbosa (PSDB) planeja disputar a
reeleição — com o apoio do primo e ex-governador José Eliton (PSDB), que deve
ser o coordenador de sua campanha. A oposição, debochando de seu desgaste
administrativo e político, o chama de Wilton Rebordosa. Mas, como se sabe, a
máquina pública sempre tem peso nas eleições interioranas. O prefeito confia
nisto. Mas o eleitorado parece mesmo disposto a trocá-lo.
Ivon
Valente, dono de uma rádio na cidade, deve ser candidato. Ele é filiado ao DEM,
mas é próximo do PT (que deve apoiá-lo). O DEM pode puxar seu tapete, por
considerá-lo petista, e bancar a professora Gilvanice Pereira Costa. O médico
João Adriano tende a ser candidato pelo PSOL ou pelo PRB.
O produtor
rural Valdir Baron deve trocar, para disputar a prefeitura, o PSDB pelo
Solidariedade. A aposta do PDT é Solange Valente, mulher do vice-prefeito
Domingos José Minguito Valente Neto — que está rompido com o prefeito.
Dos nomes
citados alguns podem desistir, optando por compor com postulantes eleitoral e
financeiramente mais sólidos. A tendência é que aqueles partidos que
conseguirem montar chapa para vereador mais fortes lancem candidatos. Saíram na
frente o Podemos, o PSL e o PSDB.
Fonte: Jornal
Opção

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