Rede
estadual retorna às aulas presenciais nesta segunda-feira (02/08) com
revezamento de alunos e regime híbrido de ensino. Primeiro lugar no Ideb,
Estado destina R$ 204,7 milhões para programas Reformar e Equipar, voltados a
pequenos reparos, manutenção de prédios, compra de computadores e utensílios.
Recursos para melhoria de quadras poliesportivas e obras em colégios somam R$
61,1 milhões. Foram destinados R$ 228 milhões em auxílios alimentação.
Estudantes também recebem material escolar, uniforme e tênis gratuitos. 3.516
servidores recebem progressão de carreira, investimento de mais de R$ 1 milhão
por mês. “Temos que avançar mais”, diz governador Ronaldo Caiado ao defender
“educação de primeiro mundo, para que jovens sejam competitivos e vencedores na
vida”
Os
investimentos do Governo de Goiás para fortalecer o setor educacional alcançam
recorde histórico e já somam R$ 1,35 bilhão de 2019 a junho de 2021, com ênfase
na reforma de unidades de ensino, uniforme e material escolar gratuitos para
alunos da rede estadual, segurança alimentar e inovação.
O retorno às
aulas presenciais na rede estadual acontece nesta segunda-feira (02/08), com
revezamento quinzenal de estudantes e em regime híbrido de ensino. Ou seja,
haverá continuidade das aulas remotas para complementar as aulas presenciais. A
ocupação das escolas será limitada a 50% da capacidade da unidade, conforme
nota técnica nº 8/2021 da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.
No dia 22 de
julho, a Seduc lançou o Guia de Implementação do Protocolo de Biossegurança e
Medidas Pedagógicas para Retorno às Atividades Presenciais. Em 41 páginas, o
documento traz informações sobre a organização do espaço escolar e as medidas
de prevenção e controle da Covid-19 durante o retorno gradual das aulas.
O Estado detém
o maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na avaliação do
ensino médio, e foi o único, no Brasil, a cumprir a meta individual, estipulada
para 2019, a nota 4,8. “Temos que avançar cada vez mais”, diz governador
Ronaldo Caiado.
“Essa é
nossa meta, como governador do Estado: fazer uma educação de primeiro mundo aos
nossos jovens, para que sejam competitivos e vencedores na vida”, afirma
Caiado. Em 2019, os investimentos somaram R$ 570.960.037,00. Em 2020, o valor
fechado ficou em R$ 536.059.774,38. Já no ano de 2021, até 28 de junho, o setor
recebeu R$ 248.917.341,15. A folha de pagamento não está inclusa nestes
valores.
Mesmo ao
assumir o Estado em precária situação financeira, em janeiro de 2019, o
governador quitou todas as quatro parcelas em atraso da merenda escolar,
referentes ainda ao ano de 2018, o que totalizou um montante de R$ 10 milhões.
Ainda em
2019, no segundo semestre, Goiás quitou cinco parcelas atrasadas do transporte
escolar, ao custo de R$ 86 milhões, e recebeu 365 ônibus adquiridos com verba
federal por meio de emendas parlamentares, no valor de R$ 73,8 milhões. Os
veículos foram entregues às 246 prefeituras do Estado.
Além de
quitar os débitos herdados da gestão anterior, o Governo de Goiás fez todos os
repasses da merenda escolar e do transporte escolar, relativos a 2019. O valor
total pago foi de R$ 170 milhões.
O Estado
avançou ainda na implantação de projetos que beneficiam o conjunto da
comunidade escolar. O Programa Reformar investiu, entre 2019 e 2020, R$ 56,8
milhões em pequenos reparos e na manutenção predial das unidades de ensino da
rede estadual.
O Programa
Equipar destinou R$ 147,9 milhões às escolas públicas geridas pelo Governo de
Goiás. O projeto consiste na destinação de verba para que cada escola adquira,
de forma direta e descentralizada, equipamentos como computadores, materiais de
laboratório e utensílios de cozinha.
Em setembro
de 2020, o Estado anunciou o repasse de R$ 56 milhões para melhorias nas
quadras poliesportivas de 173 unidades educacionais. Outros R$ 5,1 milhões
ainda serão direcionados para realizar reformas e ampliações em 37 instituições
de ensino.
De acordo
com a titular da Secretaria de Educação (Seduc), Fátima Gavioli, as conquistas
representam um ganho de qualidade e valorizam o trabalho de todos os
profissionais. “Quando você consegue fazer essa melhoria chegar até a escola,
você deixa diretor e professor motivados, e isso faz com que o aluno possa
aprender melhor.”
Zélia
Menezes é mãe de estudante do Colégio Estadual Verany Machado de Oliveira, em
Goiânia. “Estamos muito felizes com tudo o que o governo tem dispensado a nós.
A escola é uma referência. Hoje, temos orgulho e alegria de fazer parte dessa
comunidade”, destaca ela.
Na mesma
instituição, a professora Eva Carolina Campos Peres ressalta a velocidade do
avanço na estrutura e no ensino em Goiás. “Nunca houve tantas melhorias
significativas em tão pouco tempo”, avalia.
Alimentação
Com a
pandemia de Covid-19, as unidades de ensino precisaram ser fechadas, mas o
Governo de Goiás garante a segurança nutricional dos alunos. Foram investidos,
em 2020, R$ 228 milhões no Programa de Alimentação Escolar, divididos em
auxílio-alimentação, kits alimentação e, agora, o Cartão Alimentação.
Em maio de
2021, o Governo de Goiás lançou o Cartão Alimentação, para atender todos os 530
mil alunos da rede estadual. Cada estudante contemplado recebe R$ 30 por mês
para comprar produtos no comércio cadastrado. A medida visa garantir
independência e autonomia às famílias.
Para
reforçar a qualidade do ensino, desde fevereiro de 2021 são investidos R$ 15,7
milhões na aquisição de 580 mil kits de material escolar, quantidade suficiente
para atender todos os estudantes da rede. Neles, estão incluídos três cadernos
universitários de 200 folhas, um de cartografia de 90 folhas, quatro lápis,
duas canetas, duas borrachas brancas, uma caixa de lápis de cor com 12 cores,
um apontador com reservatório e uma cola líquida.
Há
investimento, também, na compra de conjuntos de uniformes, compostos por
camisetas, calças e tênis, o que garante equidade aos estudantes.
Desde 2020,
474 mil jogos de uniformes e mais de 78 mil pares de tênis foram entregues, com
o objetivo de tornar o ambiente de ensino igualitário, sem diferenciações por
tipo de roupa. O repasse totaliza R$ 55 milhões.
“O ensino é
muito bom. Agradeço muito também pelo uniforme, que ajuda a representar a
escola, e pelo Cartão Alimentação. Vão ajudar bastante”, diz o aluno Mayco
Douglas Oliveira Sena, que cursa o ensino médio no Colégio Estadual Michelle do
Prado Rodrigues, em Aparecida de Goiânia.
Tecnologia
e leitura
Para ampliar
o leque de possibilidades profissionais às futuras gerações, a atual gestão
iniciou a entrega de 140 laboratórios que vão contemplar 86 Centros de Ensino
em Período Integral (Cepi), distribuídos em 50 municípios do Estado. Os espaços
serão equipados em uma parceria entre os governos estadual e federal. Os
investimentos somam R$ 4,5 milhões.
Outra
parceria estabelecida por Goiás na educação foi feita com o Instituto Campus
Party. O programa Include implanta, nas regiões mais vulneráveis do Estado,
laboratórios que trabalham inteligência artificial. Seis espaços já foram
inaugurados: dois em Goiânia, um em Luziânia, um em Valparaíso de Goiás, um em
Cavalcante e outro em Alto Paraíso de Goiás. A intenção da parceria é de, até o
final de 2021, tornar Goiás o Estado com o maior número de laboratórios Include
do Brasil.
A leitura de
clássicos da literatura é o foco de outro projeto do Governo de Goiás. O
Leitura Todo Dia - Clássicos do Pensamento utiliza tecnologia para transmitir a
sabedoria de tempos passados na linguagem dos dias atuais, por meio de vídeos e
games.
Mais
experiências são possíveis por meio de parcerias com o terceiro setor. Os
institutos Sonho Grande e Natura estão juntos ao Governo de Goiás, por meio da
Seduc, na implementação e mapeamento do tempo integral na rede pública estadual
de ensino. Já o Instituto Unibanco, com o Circuito de Gestão no ensino médio e
início do trabalho no Ensino Fundamental, auxilia no planejamento de ações.
Valorização
dos profissionais
No dia 22 de
julho deste ano, o governador Ronaldo Caiado anunciou o pagamento de
progressões de carreira para 3.516 servidores da Secretaria da Educação durante
apresentação do Plano de Retorno das Aulas Híbridas e do Guia de Implementação
do Protocolo de Biossegurança e as Medidas Pedagógicas para Retorno às
Atividades Presenciais.
São 891
beneficiados com a progressão vertical; 2.285 servidores do magistério e 340
administrativos terão a progressão horizontal. Esses benefícios representam um
investimento de R$ 1.023.294,52 por mês, pagos com recursos do Estado.
“Cada
professor e professora, que já está na folha do mês de julho, vai receber o
valor referente às progressões verticais e horizontais”, informou o governador
Caiado.
“Como eu
prometi, todo centavo economizado pela secretaria eu vou repor 100% na Educação.
Hoje, vocês têm a progressão garantida”, assegurou Caiado. Em contrapartida,
pediu aos educadores que se dediquem a cursos de mestrado, doutorado e
pós-doutorado.
No caso da
progressão vertical, o reajuste varia de 12,75% a 19,78%. Os acréscimos significam
um impacto mensal de R$ 637.602,31, na progressão vertical; R$ 298.678,29 em
progressão horizontal magistério e R$ 87.013,92 na progressão horizontal
administrativo.
Para
servidores com o cargo P-III, letra A, que forem para o P-IV, a diferença na
progressão vertical será de R$ 425,76 na remuneração. “Hoje é dia não de falar
quanto tempo demorou, mas de dizer que acabou a espera”, saudou a servidora da
Seduc, Priscila Quintanilha.
O benefício
é fruto de uma luta da atual gestão para recompensar o mérito daqueles que
foram diretamente responsáveis pela primeira colocação do Estado no Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
As últimas
progressões (vertical e horizontal) concedidas à categoria foram em abril de
2017 e abril de 2018.
Mais
reconhecimento
Em dezembro
de 2020, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou um projeto de lei do
governo estadual que garante a equiparação salarial dos professores efetivos
com os de contratos temporários, que têm carga horária igual.
O reajuste
de 12,84% foi concedido a 12.486 profissionais da educação estadual, a partir
de janeiro de 2021. O impacto nos cofres públicos estaduais é de R$ 17 milhões
por mês.
Com a
aprovação da lei, nenhum professor ou professora da rede estadual de educação
de Goiás, com 40 horas semanais, receberá salário inferior ao Piso Salarial
Nacional, hoje no valor de R$ 2.886,24. Os profissionais que trabalham 20 ou 30
horas por semana também receberam, de forma proporcional, o reajuste.
Secretaria de Comunicação - Governo de Goiás


Nenhum comentário:
Postar um comentário